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A poesia é liberta, não tem senhores; é sozinha, ao mesmo tempo multidão. Seu canal é o poeta, por onde passa, arrastando veias, fígado, mãos, olhos, coração.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ERRANTE PAULO JORGE DUMARESQ



ERRANTE

Ao cabo das horas
surge essa estrela errante
a anunciar crepúsculo de crepom.

Eis-me inerte
no confuso lusco-fusco
solfejando lufada de equinócio
e vendaval de solstício.

Amigo, tudo pode ser tão pouco
que não nos damos conta do
inverno na primavera.

À parte isso, infesta o ar
minha imagem blasé
perdida nas brumas do tempo
confundida com macbethiano espectro.

ROSAMARIA MURTINHO E NATHÁLIA TIMBERT

Rosamaria Murtinho e Nathália Timberg juntas no palco já seria motivo suficiente para ir ao teatro. Num texto do David Hare a vontade de ir correndo só aumenta.



Sopros de Vida, nova montagem das atrizes veteranas, estará em cartaz no Teatro Alberto Maranhão nos dias 12 e 13 de novembro (sábado às 21h e domingo às 20h), e conta a história de duas mulheres com algo em comum: o mesmo homem. Esposa e Amante, ambas abandonadas por Martin, personagem que nunca aparece em cena, se encontram tempos depois para conversar sobre os 25 anos em que foram rivais e como eram seus relacionamentos. Rosamaria é Frances, a esposa enganada, escritora que atualmente faz certo sucesso. Frances teve um casamento de aparências felizes, mas sabia que o marido não era fiel; mulher recatada, vivia para sua família e busca na sua antiga rival inspiração para um livro de memórias. Madeleine, a amante vivida por Nathália Timberg, é museóloga, culta, liberal, viveu sua juventude com plenitude. Mais velha que Frances e que o próprio Martin, Madeleine hoje mora em sua casa na Isle of Wight, sul da Inglaterra, onde se passa toda a cena.

David Hare adaptou os romances As Horas (de Michael Cunningham) e O Leitor (de Barnhard Schilink) para o cinema. Sua peça de maior sucesso, Plenty, foi adaptada para o cinema em 1985. O filme foi estrelado por Meryl Streep e Ian McKellen. Sopros de Vida (The Breath of Life) foi escrita para Judi Dench e Maggie Smith no mesmo ano da adaptação de As Horas. Os dois trabalhos fizeram Hare mergulhar no universo feminino em histórias onde o contar é tão importante quanto o escutar em silêncio e absorver o que está sendo contado.

Com isso, o texto é cheio de pausas, devidamente respeitadas pelas atrizes. As opiniões e dúvidas, até então, enterradas na vida dessas duas mulheres que nunca se enfrentaram, vem aos poucos à tona. Em casa frase, descobre-se um pouco mais sobre as relações Madelaine-Martin e Frances-Martin. A plateia fica na expectativa de um confronto verbal ou até mesmo físico, mas este só acontece no campo das ideias. Em cada informação que uma descobre da outra, uma ferida é aberta, uma chaga é exposta. Aos poucos, as duas rivais se encontram uma na outra. Ao fim da visita, Frances agradece a Madaleine, que reflete sobre tudo o que ouvira.

A maneira como sutilmente uma personagem observa cada movimento da rival é consequência da competente direção do conceituadíssimo Naum Alves de Souza. O cenário realista de Celina Richers retrata a sala da casa de Madeleine com destaque para os objetos que caracterizam sua personalidade, realçados pela luz de Wilson Reiz. O figurino reflete corretamente o estilo de cada uma das personagens. A realização é da Montenegro e Raman e Idearte Produções.

A montagem fica em cartaz em curta temporada somente neste final de semana de novembro e assistir a esse encontro de Damas do nosso teatro é uma oportunidade única.

SOPROS DE VIDA
Teatro Alberto Maranhão
Endereço: Praça Augusto Severo, S/N, Ribeira
Tel: (84) 3222-3669 / 8837-1553 / 9108-2490

Dias: 12 e 13 de novembro de 2011
Horários: Sábado às 21h e domingo às 20h
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)
Ponto de Venda: Ótica Diniz do (Midway Mall)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O MOVIMENTO CULTURAL DO BECO DA LAMA



Por Marcelo Veni

A ação deste domingo, 06.11.2011, em duas paredes do beco da Lama foi com grafiteiros do coletivo Free Style Crew, com a participação de grafiteiros de Recife e Belém. A próxima ação será dia 17 de dezembro. Vamos precisar de todos para fazer 05 paredes. Todos que se disponibilizaram naquele post sobre a pintura no beco serão contactados para participar.

LEI MARIA DA PENHA É PARA AS MULHERES

SÓ PARA MULHERES - DÉBORA DINIZ

O sujeito de direito sob proteção da Lei Maria da Penha é a mulher, diz autora, discordando da abrangência para homossexuais homens



A Lei Maria da Penha é clara: protege mulheres em situação de violência familiar e doméstica. Não há ambiguidade em seus conceitos - os agressores são homens e as ofendidas são mulheres. Há uma única exceção ao sexo dos agressores, um parágrafo revolucionário para a moral heterossexista brasileira em que se lê: "As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual". Ou seja, as ofendidas são sempre mulheres, embora possa haver agressoras, em casos de relações homossexuais entre duas mulheres. A abertura da lei é ainda mais direta ao enunciar seus objetivos, criar "mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher". A lei descreve e especifica esses novos dispositivos de proteção à mulher - uma rede robusta entre polícia, saúde, Justiça e assistência que permitirá às mulheres enfrentar diferentes regimes de violência familiar e doméstica.



Há quem considere que a Lei Maria da Penha ofenda a isonomia constitucional entre homens e mulheres. O princípio constitucional de não discriminação entre os sexos seria o fundamento de uma leitura ampliada da lei, garantindo aos homens os mesmos dispositivos de proteção oferecidos às mulheres. A conclusão, segundo alguns juízes, é que somente uma lei neutra em gênero seria correta para nosso ordenamento jurídico. Por isso, homens ofendidos em relações heterossexuais ou homossexuais deveriam também ser incluídos na proteção da lei. Em vez de falar em ofendidas e agressores, a Lei Maria da Penha teria que ignorar sua gênese histórica e política como ação afirmativa de proteção às mulheres e sair à procura de uma linguagem universal em gênero para proteger milhares de mulheres e uns poucos homens que sofrem violência doméstica e familiar. Tais juízes esquecem que nosso ordenamento jurídico é patriarcal em sua gênese, neutro em sua linguagem e universal em sua potência. A Lei Maria da Penha é uma exceção.



Essa interpretação universalista e sem sexo é injusta para as mulheres. Ela modifica o espírito da lei - de um documento para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, passa a ser uma peça para coibi-la contra qualquer pessoa. A neutralidade sexual da vítima negligencia o fenômeno sociológico persistente de violência contra a mulher e enfraquece o espírito da lei de promoção da igualdade sexual. A lei não confunde violência contra a mulher com violência de gênero: o sujeito de direito a ser protegido é claro e resiste a hermenêuticas mais criativas que comparariam os fora da lei heterossexista, isto é, homens homossexuais, às mulheres. A personagem vulnerável, sem qualquer ruído pós-moderno sobre como defini-la, é a mulher. Os homens não foram esquecidos por nosso ordenamento jurídico e democrático. Juízes solidários aos homens ofendidos podem instituir medidas protetivas às vítimas, sem para isso precisar reclamar o princípio da isonomia entre homens e mulheres em um fenômeno marcadamente desigual na sociedade brasileira.



A Lei Maria da Penha foi idealizada para proteger as mulheres que sofrem violência na casa, na família e nas relações interpessoais. Seus agressores são maridos, namorados, pais, padrastos, uma rede de homens que as silencia para a denúncia e a fuga da relação violenta. A lei está inscrita em uma ordem patriarcal de opressão às mulheres, em que os corpos femininos são docilizados pela potência física e sexual dos homens. Para abarcar esse caráter estrutural da opressão sexual em que elas vivem, a lei tipifica cinco expressões da violência - física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, um conjunto de domínios da vida em que as mulheres se veem controladas por homens que as oprimem. Como em todos os fenômenos sociológicos, é possível que alguns homens vivam sob regime de violência, mas a lei não se refere a eles, e sim a homens agressores e mulheres ofendidas. Desconheço histórias de homens vítimas de violência que requereram medidas protetivas de casa-abrigo, transferência do trabalho, inclusão na assistência social, guarda dos filhos, profilaxia de emergência contra DSTs ou aborto legal. Essas são particularidades do corpo e da existência das mulheres previstas na lei.



O principal risco da leitura universalista e sem sexo da Lei Maria da Penha é o enfraquecimento político do fenômeno sociológico que motivou sua criação. O enquadramento da lei são os domínios da vida típicos das mulheres em um regime heterossexual de família - o cuidado com os filhos, a dependência econômica dos homens, o domicílio compartilhado com o agressor. Em nome da igualdade sexual entre homens e mulheres, não tenho dúvida de que juízes sensibilizados por homens vítimas de violência serão capazes de encontrar fundamentação jurídica em outros documentos para protegê-los da violência familiar e doméstica. Esse é um pedido de respeito e de cuidado à história de milhares de mulheres como Maria da Penha Maia Fernandes, que esperou quase 20 anos para que seu agressor fosse preso por deixá-la paraplégica. A Lei Maria da Penha rompeu com o silêncio estrutural de que a violência doméstica e familiar não era problema de Justiça - neutralizar o sexo das ofendidas é falsamente universalizar uma prática que se inscreve majoritariamente nos corpos das mulheres, ameaçando sua dignidade e sua vida.

Debora Diniz é professora da UNB e pesquisadora da ANIS: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero

O QUE TEMOS VISTO POR AÍ???

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???



Chegam sozinhas e saem sozinhas...

Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas...

Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"



Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...



Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...

O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...



Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)

ESCRITURAS SANGRADAS DE CIVONE MEDEIROS

http://naredecomcivone.blogspot.com/


SOMENTE OS LOUCOS AMAM

NA CASA DA RIBEIRA, COM CLÁUDIA MAGALHÃES E ZECA SANTOS.



O show Somente os Loucos Amam”, dia 08 (terça-feira), às 20:30h, na Casa da Ribeira, afina a parceria dos músicos Luiz Gadelha e Danilo Guanais com a escritora e cantora Cláudia Magalhães. O show traz para o público canções inéditas que tratam dos limites fronteiriços entre e o amor e a loucura, ora suave, ora visceral, entrelaçadas com textos extraídos do livro "Paraíso Perdido" de Cláudia Magalhães, se revelando lírico e realista, romântico e brutal. Mauricio Motta assina a direção cênica e Willames Costa a direção musical. A banda é formada, além dos cantores Cláudia Magalhães e Zeca Santos, pelos excelentes músicos Willames Costa, Caio Padilha, Danilo e John Fidja.

SERVIÇO:
Show "Somente os Loucos Amam"
Com os cantores Cláudia Magalhães e Zeca Santos

DIREÇÃO CÊNICA: Maurício Motta
DIREÇÃO MUSICAL: Willames Costa
MÚSICOS: Willames Costa, Caio Padilha, Danilo e Jonh Fidja
LOCAL: Casa da Ribeira
DATA: 08 de novembro
HORA: 20:30h
PREÇO ÚNICO: R$ 10,00