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A poesia é liberta, não tem senhores; é sozinha, ao mesmo tempo multidão. Seu canal é o poeta, por onde passa, arrastando veias, fígado, mãos, olhos, coração.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

VOCÊS, OS TOLOS MENINOS

Vocês meninos
parecem autoridades
demarcando as cidades.

No entanto, nada fazem
nada dizem
nem tão pouco são!

Vivem um conto de fadas
e nadam, nadam, nadam
para morrerem na praia
(de Ponta Negra).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ENTREVISTA COM BÁRBARA HELIODORA

Aos 88, a decana da crítica teatral está em plena forma



RESUMO
Militante na imprensa carioca desde 1957, Barbara Heliodora repassa nesta entrevista a história do teatro brasileiro e aspectos de sua carreira; critica o falso experimentalismo nos palcos brasileiros; faz uma defesa do olhar conservador e denuncia os malefícios do mau teatro para a formação do público.

PAULO WERNECK

BARBARA HELIODORA não é apenas a decana da crítica de teatro brasileira, mas também o símbolo de um rigor que cultivou antipatias no meio teatral carioca.
As palavras duras que dirige às produções que não lhe agradam ("leitura óbvia", "texto confuso e gratuito", "direção agitada" "montagem desastrada") sobressaem em relação aos elogios que volta e meia distribui sem economia.
Ficou carimbada com uma crítica severa e durona. Atuante em jornais e revistas desde 1957, com um intervalo entre 1964 e 1985, escreve cerca de 80 críticas por ano. Especialista em Shakespeare e Nelson Rodrigues, ela recebeu a Folha em sua casa, no bairro carioca do Cosme Velho, um dia depois de fazer 88 anos.



Folha - Como a sra. avalia o teatro brasileiro de hoje?
Barbara Heliodora - Há vários aspectos diferentes. Uma coisa positiva é que estão sendo levados [ao palco] muito mais textos brasileiros, mas é claro que, como é algo recente, ainda há muita coisa ruim. Mas acho que tem que ser, tem que continuar a insistir.
Você pega dois países colonizados, os EUA e o Brasil. Os EUA também tiveram degredados. Tudo o que a gente teve aqui, eles tiveram lá também, mas eles foram colonizados pelos ingleses, que têm uma riqueza teatral imensa. Então, desde a colônia eles recebem uma influência teatral muito forte.
Portugal não tinha tradição teatral para nos legar. Além disso, o tipo de colonização, com as grandes propriedades, as capitanias hereditárias, aquele negócio todo. Não houve uma formação de núcleos urbanos a não ser praticamente no final do século 19. Você não faz teatro se não tem plateia.
A primeira arte cênica que teve plateia no Brasil foi o cinema, que era acessível por ser duplicável. O cinema nos EUA buscou o público que vinha do teatro; conosco, não, o teatro teve de ir catar público no cinema. Não houve essa transição, o que dificultou muito o processo. O pouco teatro que Portugal nos trouxe era francês, traduzido.
Então, você tem na Independência, logo depois, o [dramaturgo e diplomata] Martins Pena [1815-48], que é maravilhoso. E aí volta um período de silêncio. Mais tarde, por volta de 1850 ou 60, há algum teatro. No fim do século, na República, aí sim há um período de intensa atividade cênica, com "As Borboletas", do Arthur Azevedo, entre outros. Depois disso houve surtos de teatro brasileiro, mas sem continuidade.

Que dificuldades isso trouxe?
Isso dificultou a linguagem. O problema dos autores brasileiros era que, até poucas décadas atrás, você aprendia que até podia falar errado, quer dizer, da forma como se fala no Brasil, mas que tinha de escrever da forma correta, como se fala português em Portugal. Hoje em dia não é mais assim, mas isso só desde o Nelson [Rodrigues].
O Nelson foi quem quebrou isso, porque ele é um bom repórter. Vários autores pré-Nelson, na hora em que se sentavam, escreviam o português correto. Esqueciam que o que estavam escrevendo para ser uma linguagem falada. E, quando o ator dizia aquilo no palco, soava falso, porque ninguém falava daquele jeito. Isso prejudicou muito a dramaturgia brasileira. Você não reconhecia o brasileiro em cena. A partir do Nelson, você começa a reconhecer o brasileiro em cena.

E quem fez isso depois do Nelson?
Depois tem, por exemplo, o Silveira Sampaio, que fez pela zona sul [do Rio] o que o Nelson fez pela zona norte. Só que é um autor que ninguém mais monta, a família dele causou muita dificuldade para as montagens. Mas ele fez comédias maravilhosas. A "Trilogia do Herói Grotesco" é sensacional.
Ele tinha um talento fantástico, é pena que seja pouco conhecido. Um pouco depois veio o Millôr, que também domina a cena muito bem, de maneira que houve todo um movimento, mas eu acho que é porque o Brasil estava mudando.
No momento tem muito autor brasileiro que é bom, mas nem tudo pode ser bom, a verdade é essa. Mas tem que insistir para que apareçam autores de fôlego.

Quem a sra. destaca entre os nomes novos da dramaturgia?
Ah, não sei, não quero dizer assim, porque não conheço o bastante. Por exemplo, vejo no jornal de São Paulo autores de quem nunca ouvi falar, porque estão em São Paulo. Aqui tem o [Jô] Bilac, que é bom, tem vários, mas algumas coisas são muito interessantes e outras são mais fracas.

E o que a sra. acha do teatro experimental, de vanguarda?
Às vezes, as pessoas se iludem um pouco, e o que fazem não chega a ser uma experiência válida. Falta um domínio do teatro tradicional. As pessoas experimentam sem conhecer o que veio antes, então fica um pouco falso, apenas ilusoriamente experimental.
Há uma preocupação em ser original que fica superficial. Mas é preciso fazer. Eu sempre digo que o necessário são os conservadores, porque a mudança é fatal. Essa está sempre em dia. Então, para controlar um pouquinho, é preciso que alguém diga, "peraí", "aguenta aí". Mas vai passando o tempo e tudo vai mudando, e a mudança é desejável e inevitável.

A sra. se vê como conservadora?
Eu me vejo mais como neutra. Porque gosto das duas coisas. E acho que é uma ilusão considerar o teatro superado. Aqui é que tem isso, mas nos outros países a gente vê de tudo, tem que fazer uma coisa e outra. Porque o próprio público só vai realmente apreciar uma experiência se souber o que é teatro. Ele tem que já ter visto, para poder comparar uma coisa e outra e pensar: "Ah, mas isso aqui é novo"... Senão não tem referência.

A sra. acha que leva mais gente para o teatro ou faz um alerta sobre aquilo que não vale a pena?
Alguns produtores, diretores etc. já me disseram que a crítica negativa não tira ninguém do teatro. Mas a crítica positiva leva gente. Dizer que a crítica acaba com o espetáculo não é verdade.

A TV tem sido um centro de produção de dramaturgia, tem levado público ao teatro?
Não, acho que não. A televisão não só atrai um público que era do teatro. Há um grande problema para ir ao teatro ou a qualquer lugar. Casal jovem com filho pequeno não tem com quem deixar [o filho], então a televisão é uma distração para quem não tem condições de ir a lugar nenhum. É uma coisa difícil. Antigamente as famílias moravam juntas, sempre tinha uma tia em casa. Mas, hoje, como é muito unitário, não pode sair de casa porque não tem com quem deixar o filhinho pequeno.



A senhora não acredita numa dramaturgia vinda da televisão?
Não. São veículos completamente diferentes. A dramaturgia de telenovela é uma coisa, escrever para o teatro é outra coisa, e cinema é outra coisa. São caminhos diferentes. Agora, os melhores atores de televisão fizeram teatro. A televisão deveria ajudar o teatro porque o ator bem formado no teatro vai ser bom na televisão também.
Uma coisa angustiante é que os cursos de teatro estão atulhados de candidatos que só pensam na TV. Não pensam em fazer carreira no teatro, estão todos pensando em fazer carreira na Globo.

A sra. falou da família de Silveira Sampaio. O diretor Marco Antonio Braz se queixou da família de Nelson Rodrigues, que seria o autor mais caro do mundo.
Ele fala é que eles querem 10%, que é o que todo autor pede, 10% no mundo inteiro.

Ele diz é que a família pede 10% do patrocínio.
Ai, eu não li, porque vi o título [da reportagem] e essas brigas me cansam. Mas o que acho é que o problema do custo do espetáculo, com a legislação e o clima atual, não há mais sobrevivência com bilheteria. Está todo mundo dependendo de ser financiado, só que com esses financiamentos dá para montar e ficar dois meses. Qual espetáculo se paga em dois meses? E o que que nós estamos vendo? Uma enxurrada de monólogos que é uma coisa horrorosa.

O mau teatro afasta o público?
Essa frase não é minha. Gianni Ratto dizia isso. Eu me lembro claramente de uma vez ele me perguntar, eu tinha ido a uma peça e ele disse: "Como é que foi?". Eu digo: "Ah, foi muito fraca". Ele disse: "Isso prejudica todo o teatro". Isso é que é...
As pessoas da classe às vezes não têm noção disso. Uma pessoa que nunca foi ao teatro, o que acontece muito, vai pela primeira e vê uma coisa ruim, faz voto de castidade, nunca mais volta.
É o tal negócio: o mau cinema tem o mito de que custa barato, é quase tanto quanto o teatro hoje em dia, pelo menos a fotografia não está borrada, né, aquela coisa. Então, as pessoas vão ao cinema e voltam na semana seguinte, entram no meio, aquelas coisas.
Se é ruim, a pessoa não volta ao teatro durante muito tempo. Falta consciência. Prefiro um espetáculo que tentou muito, não conseguiu, mas a gente sente que foi sério. O pior são os autocomplacentes, que acham que tiram tudo de letra e fazem peças horríveis.

Como é a senhora se protege da complacência ao escrever?
Complacência é sempre condenável. A gente fala sobre o que viu.

Seu coração nunca amolece?
Não. Dói quando eu vejo um engano de gente que costuma até fazer bem. Procuro estabelecer que, quando vejo uma coisa que está errada, mas que a gente sente que foi bem trabalhada e que os atores estão atuando com responsabilidade, que houve uma direção... Pode ser que estivesse tudo errado, mas, como foi feito com seriedade, é outra coisa.
O que acho horrível é que quando a gente sente que está todo mundo ali, sabe, "eu sou maravilhoso" e tal, o que eu fizer está bom. Isso eu acho horrível.

A crítica pode preservar o trabalho de grandes atrizes, como a Sarah Bernhardt, por exemplo?
Mas quem é que sabe como ela era? Eu, por exemplo, acho que ela devia ser horrível.

Acha mesmo?
Acho. Ela devia ser mais personalidade do que atriz. Porque era a Sarah Bernhardt. Mas eu não sei, a única coisa que ouvi dela gravado é um horror. É um trecho do "Horace" [imita Sarah]. Eu tenho a impressão que ela devia ser uma personalidade muito marcante. Agora, não sei a qualidade dela como atriz. Ninguém sabe.
Ficar famoso é uma coisa, você saber como era é outra bem diferente. Cacilda [Becker] você não sabe como é que era, Cacilda era uma atriz deste tamanhinho, magrinha assim, e com uma vozinha assim [imita], e em "Quem tem Medo de Virginia Woolf" ela dizia que era gorda e todo mundo acreditava, ninguém reclamava que era dito que ela era gorda e na verdade não era. É a capacidade dela de persuasão.

Para haver experiência realmente válida, falta um domínio do teatro tradicional, e as pessoas experimentam sem conhecer o anterior, então fica ilusoriamente experimental

O necessário são os conservadores, porque a mudança é fatal. Essa está sempre em dia. Então, para controlar um pouquinho, é preciso que alguém diga, "peraí", "aguenta aí"

As pessoas da classe às vezes não têm noção disso. Uma pessoa que nunca foi ao teatro vai pela primeira e vê uma coisa ruim, faz voto de castidade, nunca mais volta

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A MORTE FILOSÓFICA, A DOS OUTROS E A MORTE QUE PASSA A SER POSSÍVEL PARA VOCÊ TAMBÉM

Por Flávio Rezende*


A relação da grande maioria dos seres ocidentais com a morte é meio que uma briga de gato com rato. Poucos querem ser fisgados pelas garras da morte pelo fato de não acreditarem muito na reencarnação.



A falta de crença na continuidade da vida em outros planos torna os seres mais egoístas e mais apegados ao corpo, aos prazeres da matéria e, quanto mais esse apego se desenvolve, mais existe receio do fim de tudo chegar.

Apesar de ser ocidental não acredito que o que chamamos de alma, espírito, mente etc., acabe. Enquanto o corpo físico transforma-se em novos elementos, essa parte imaterial, eterna, muda de endereço e, volta a ocupar novo corpo para nova jornada evolutiva.

Os que pensam como eu, tem uma relação mais tranqüila com a morte e costuma dizer que, chegando à hora, vai se entregar facilmente ao veredicto ou ao acontecimento.

Geralmente todos dizem isso pelo fato da morte estar distante, ser uma coisa mais filosófica, literária e, que, geralmente, acontece mais com os outros.

Quando a morte passa a ser uma realidade, a história muda e, até Chico Xavier, na iminência de um acidente aéreo, tremeu nas bases diante dos demais passageiros.

Nos meus 50 anos de existência já vi avião tremular, tive um grave acidente de carro onde fui até anunciado como morto numa emissora de rádio, carregando até hoje graves seqüelas como um pé menor que o outro, mais fino e dores praticamente diárias deste evento.

A morte também rondou minha vida diante de assaltos a mão armada, queda de moto, mas, em todos os momentos, as coisas são tão rápidas que não dão tempo para a mente processar a informação, o corpo, diante do perigo, trata primeiro de se defender, então quando tudo passa e você percebe que não morreu aquele medão do desencarne já deu tchau.

Pois bem, estou escrevendo tudo isso para narrar que venho passando por momentos de expectativa e, que, diante de um exame rotineiro de saúde, passei a sentir estranhas sensações de um possível fim, inevitável diante de alguns exames feitos.

Os leitores, amigos e todos que me conhecem, sabem que sou positivo e, geralmente, só vejo o lado bom das coisas. Continuo assim, mas, quando recebemos a informação que temos nódulos na próstata e somos encaminhados para uma biópsia que vai enfim esclarecer a natureza do corpo estranho, você começa a pensar em várias coisas, é difícil não incluir pensamentos que também incorporam a possibilidade do nódulo ser maligno e de que no fim a coisa vai lhe derrubar. É humano e coerente pensar em todas as possibilidades.

Diante deste pensar, você começa a perceber as coisas por este ângulo também. Por exemplo, sempre vi a logomarca da Liga Contra o Câncer como jornalista ou pela via de ajudar como pessoa que gosta de colaborar com entidades que precisam do apoio dos outros. Agora, estando numa unidade da Liga para fazer um exame, comecei a ver pelo lado do usuário. Uma sensação diferente ocorreu.

Quando olhamos nossos filhos, ainda pequenos, esposa, familiares, amigos, não conseguimos deixar de pensar que o desencarne, representa o não acompanhamento no plano material, daquelas vidas e, sempre gostamos de saber como nossos filhos e pessoas próximas vão estar mais à frente.

Claro que não fico pensando nisso o tempo todo, sabemos dos avanços da medicina, da precocidade da descoberta, de muitas coisas que apontam no sentido de que vai terminar tudo bem, mas, não devo ser ingênuo de excluir totalmente o lado radicalmente negativo, pois, recentemente perdi duas grandes amigas mais jovens que eu, quando todos pensavam que no fim ia dar certo. Não deu para nenhuma das duas.

“No passado César, o imperador romano ao atravessar o Rio Rubicão e lutar pela manutenção dos seus poderes de pro cônsul, teria dito: “Alea jacta est” ("a sorte está lançada").

Aqui faço o mesmo e, com ajuda dos amigos queridos fico na torcida para que a biópsia revele um nódulo do bem. Caso não seja, que possa ser vencido. Caso não seja, que demore a me vencer. Caso vença, terei, acredito eu, feito ao menos algumas coisas que valeram e, na próxima, volto com o espírito cheio de boa vontade, para por aqui, continuar gostando de amar a todos e de servir a todos.

* É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

O JARDIM PRIMAVERA DE MAURA ROSÂNGELA


BORBOLETAS

Minha vida
estação de trem
vai / vem, sempre.
Voltam.
Outras, adeus.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

HOJE É DIA DE COSME E DAMIÃO

São Cosme e São Damião, os santos gêmeos, morreram em cerca de 300 d.C. Sua festa é celebrada em 27 de setembro. Somente a igreja Católica comemora no dia 26 de setembro pois, segundo o calendário católico, o dia 27 de setembro é o dia de São Vicente de Paulo.



Há relatos que atestam serem originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Diziam "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder".

Exerciam a medicina na Síria, em Egéia e na Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.

Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma exata como morreram. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma.

Foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e Damião.

Semelhanças com a Mitologia Grega

Na mitologia grega, há muito se cultuava esses santos, havendo registros, desde o século V, quando esse culto já estava estabilizado no Mediterrâneo, de cultos que relatam a existência, em seus cultos, de um óleo santo, atribuído a Cosme e Damião, e que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.

Alguns grupos concentram seus esforços para demonstrar que Cosme e Damião não existiram de fato, que eram apenas a versão cristã da lenda dos filhos gêmeos de Zeus, Castor e Pólux. Esta versão é combatida por aqueles que acreditam na real existência dos irmãos, embora a superstição que o povo tem muitas vezes faça supor que haja uma adaptação do costume pagão.

Relação com as religiões afro-brasileiras



O dia de São Cosme e Damião é celebrado também pelo Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste, Xambá e pelos centros de Umbanda onde são associados aos ibejis, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa "o enfeitado" e Damião, "o popular".

Estas religiões os celebram no dia 27 de setembro, enfeitando seus templos com bandeirolas e alegres desenhos, tendo-se o costume, principalmente no Rio de Janeiro, de dar às crianças que lotam as ruas em busca dos agrados doces e brinquedos. Na Bahia, as pessoas comemoram oferendo caruru, vatapá, doces e pipoca para a vizinhança.

sábado, 24 de setembro de 2011

MAIS UM VEXAME NO MIDWAY

De www.thaisagalvao.com.br

Uma regra adotada pela equipe de segurança do Midway Mall tem causado constrangimentos a frequentadores do shopping.
Pelo twitter (@yadjamacedo), Erianna Yadja Macedo contou que sexta-feira da semana passada, ela e familiares juntaram duas mesas na praça de alimentação do shopping e cantaram parabéns para uma criança.
“E olhe que estávamos consumindo, hein?”, lembrou Yadja…
Mas, logo depois dos parabéns chegou um segurança dizendo que ali se configurava uma reunião, o que era proibido pelo shopping.
O grupo ficou sem entender muito bem…
Sexta-feira seguinte – ontem – mesmo problema.
Funcionário da Cersel (cooperativa de leticínios), o acariense-blogueiro-escritor Jesus de Miúdo reunia-se com mais 5 pessoas em duas mesas da praça de alimentação do Midway quando foi abordado por uma funcionária da segurança do shopping.
Que sem muita delicadeza, abordou o grupo perguntando se eles não sabiam que ali não podia se fazer reunião.
Sem se incomodar se estava constrangendo o grupo, a moça disse que se eles não saíssem dali iria chamar seu chefe.
“Se a gente não sair você vai fazer o quê com a gente?”, quis saber Jesus.
“Eu não, mas meu chefe sabe o que fazer”, respondeu a moça, com um rádio à mão em comunicação com o superior.
Superior que chegou em poucos segundos.
Mesma discussão.
Jesus questionava que era cliente so shopping, que almoçava diariamente no local, citando até restaurantes que lhe davam descontos pela assiduidade, mas o moço sem muita polidez foi ainda mais constrangedor quando quis saber o nome de Jesus.
-Qual o seu nome? – perguntou.
-Jesus – respondeu.
-Muito prazer, Maria – tripudiou o segurança, constrangendo ainda mais o cliente do shopping, que teimou em continuar argumentando o direito de estar à mesa com seus colegas de trabalho, concluindo uma reunião que seria encerrada com um lanche.
“Quer dizer que só sou cliente do shopping se estiver consumindo no momento? Almoço todos os dias, consumo nas lojas, mas só posso privar do conforto do shopping se estiver consumindo na hora? Meu direito como cliente está aonde?
Argumento que não sensibilizou o segurança ignorante, abordando o cliente com uma regra do shopping que não está escrita em canto nenhum.
Alguém de vocês aí sabe da existência dessa lei?
Sinceramente, já até divulguei aqui no Blog encontros no shopping, na mesma praça de alimentação, como um encontro de twitteiros, sem que ninguém tivesse incomodado.
Mais argumentos plausíveis de Jesus de Miúdo:
“Não estaciono meu carro nas vagas especiais porque tem uma placa identificando. Mas aqui não tem nada dizendo que é proibido se reunir para conversar”…
E aí, a essas alturas do campeonato, já era grande o clima de constrangimento diante das pessoas que se juntavam ao redor para ver e ouvir o que estava acontecendo.
“Vocês vão ter que se dissipar”…dizia o segurança.
“E se a gente não sair, você vai fazer o quê?”, repetiu Jesus…
“Vou chamar meu superior”….disse o rapaz.
E o superior apareceu.
Mas, dessa vez foi mais polido.
Ouviu todos os argumentos do grupo, repetiu mais uma vez que a regra existe e que reuniões não podem ser feitas, mas diante do total constrangimento, disse que eles terminassem a reunião, mas não repetissem…
Sem clima mais para trabalhar, o grupo se desfez.
“Quando gangues se reúnem para brigar aqui na praça de alimentação do shopping esses mesmos seguranças não chegam nem perto, chamam é a polícia”, encerrou Jesus…
Já são dois casos só de conhecimento do Blog. Daqui a pouco serão três, quatro….muitos.
A atitude da equipe de segurança do Midway vai de encontro ao comportamento do superintendente do shopping, Afrânio Marinelli, sempre muito gentil, muito educado. Certeza que não trataria assim os seus clientes.
Muito menos o empresário Nevaldo Rocha, empreendedor-mor da capital potiguar, que sempre apostou na cidade e no seu povo para crescer…e para fazer crescer a cidade.
Tem alguma coisa errada aí.
Ao promotor de Defesa do Consumidor, José Augusto Peres, perguntei sobre a tal regra…
“Um absurdo”, respondeu Peres.
Perguntei se o shopping pode adotar tal regra e ele respondeu: “Entendo que é uma prática abusiva do shopping”.
E sobre que orientação ele daria a quem fosse vítima de tal abuso, ele aconselhou procurar a Promotoria de Defesa do Consumidor.
Passar o caso para o e-mail consumidor@rn.gov.br ou ainda através do telefone 0800 2848 8484.

TODO MUNDO SABE QUE EU SEI QUE VOCÊ SABE

A Justiça Federal aceitou parcialmente denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra o fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, e outros três integrantes da cúpula da igreja.



Além de Macedo, a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa, o bispo João Batista Ramos da Silva e o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição foram denunciados pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, formação de quadrilha, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CAPÍTULOS DE UMA NOVELA TEATRAL

JORNAL TRIBUNA DO NORTE - NATAL / RN
POR YUNO SILVA

A novela que envolve Fundação José Augusto e grupos teatrais do Rio Grande do Norte contemplados em editais pendentes desde 2009 está longe dos últimos capítulos. Por tabela, o folhetim que já atravessou governos e vem sendo esticado à exaustão pelos gestores públicos, ainda envolve personagens de outro núcleo da trama: o Festival Agosto de Teatro. Além da verba destinada ao festival, os grupos também cobram o pagamento dos Prêmios Lula Medeiros de Teatro de Rua (manutenção) e Chico Vila de Circulação (turnê dos grupos) e, por tabela, a reabertura do Centro Experimental de Pesquisa Teatral, que existe há mais de dez anos e foi responsável, entre outras coisas, por revelar talentos como a atriz Titina Medeiros.



Os problemas se arrastam por mais de um ano chega agora ao ponto crítico. Os principais grupos potiguares produziram uma "Carta aberta dos fazedores das artes cênicas do Rio Grande do Norte para a Secretária Extraordinária de Cultura". Distribuída para imprensa e divulgada em blogs e redes sociais na última terça-feira (20), a carta assinada pela Rede Estadual dos Pontos de Cultura e por 23 grupos de teatro sediados em Natal, Caicó, Currais Novos e Mossoró, faz nova cobrança e aponta uma série de diretrizes que podem contribuir com a construção de uma política pública capaz de suprir necessidades do segmento. Para tratar deste e outros assuntos, haverá reunião hoje, às 19h, no Barracão dos Clowns em Nova Descoberta, aberta a todos os artistas que atuam nas artes cênicas (dança, teatro e circo) interessados no assunto.



"Antes de mais nada, queremos deixar claro que não estamos aqui reivindicando apenas o dinheiro que nos cabe, que foi conquistado com trabalho e concedido através de edital público. Estamos falando de ações estruturantes. As artes cênicas precisam de políticas públicas para garantir a manutenção e continuidade das atividades", frisa o diretor de teatro Lenilton Teixeira, do Grupo Estandarte. O montante total da dívida que vem torturando o teatro potiguar não passa de R$ 430 mil, um valor parecido com o que investido pelo Governo do RN no período junino (R$ 376 mil) e inferior ao gasto durante o projeto Agosto da Alegria (cerca de R$ 600 mil). A verba do Agosto da Alegria também serviu para quitar o Prêmio Cornélio Campina de Cultura Popular, outro edital que também estava pendente desde 2009.



"Como havia interesse na participação dos grupos populares no evento, houve essa prioridade. Ou seja, a FJA paga o que lhe convém?", questiona o ator Rodrigo Bico, do Facetas, Mutretas e Outras Histórias. "A discussão do pagamento está sendo de acordo com a conveniência do Governo, é isso? E o respeito com o artista que se submeteu ao edital", emenda a atriz Ivonete Albano, da Carpintaria Teatral e também coordenadora do Festival Agosto de Teatro.

Veja matéria na íntegra em http://tribunadonorte.com.br/noticia/capitulos-de-uma-novela-teatral/196741

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SALVE RAINHA, MÃE DE MISERICÓRDIA


Salve Rainha! Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, Salve! A vós brandamos os degregados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. O clemente, ó piedosa, ó doce, sempre Virgem Maria.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo".

AGENDA DIVERSIFICADA: AINDA SETEMBRO






O MENINO NEYMAR VIROU POP STAR

Cobiçado por Real Madrid e Barcelona, Neymar convive diariamente com um assédio muito maior. Grande estrela do futebol nacional, o atacante de 19 anos mobiliza hordas de torcedores em qualquer lugar que frequente e, apesar de ser atencioso com os fãs, se vê obrigado a tomar algumas precauções e adotar estratégias para tentar ter uma vida mais próxima possível à de uma pessoa normal.



Como qualquer jovem da sua idade, Neymar gosta de sair com os amigos, ir a shows, assistir a filmes no cinema ou frequentar a praia. Desde que começou a se destacar com a camisa do Santos e, posteriormente, com a da seleção brasileira, os passeios começaram a ficar mais arriscados, como relata o próprio atacante.

“Tínhamos acabado de ganhar a Copa do Brasil, e eu inventei de ir ao shopping com o André [atacante que atualmente está no Atlético-MG]. Você que é de Santos sabe que o [shopping] Praiamar é grande, até atravessar e chegar ao cinema tem muita gente, era uma sexta-feira à noite e não estava vazio. Começamos a andar e tinha uma multidão atrás. Saímos correndo para conseguir pegar o filme”, relembra Neymar, ao ser questionado pelo UOL Esporte durante o jantar para celebrar o acordo que o transformou em embaixador do Soccerex, evento da indústria do futebol que acontece em novembro.

Diante de situações com essa, o atacante passou a ser mais contido. Amigos relatam que, para sair de casa, Neymar faz um “projeto”. Caso tenha interesse em ir ao shopping, por exemplo, o jogador vai em dias e horários com menos movimento, como uma segunda-feira à tarde. Mesmo com a estratégia para não chamar tanta atenção, a loja escolhida para compras costuma ficar próxima à porta do estacionamento, possibilitando assim uma rápida saída caso aconteça alguma confusão.



Para ir ao cinema, Neymar conta com uma ajudinha. Com o filme escolhido, algum amigo do atacante vai antes à bilheteria e compra o ingresso. O jogador só entra na sala de cinema quando tudo já estiver escuro e o trailer passando na tela. Um passeio pela praia de Santos, por sua vez, também costuma durar o tempo de alguém reconhecer o craque.

Até dá para dar aquela arriscada, mas não dá para ficar muito tempo na rua. Se ficar muito tempo, não tem como... Mas dá para dar umas voltinhas sozinho, ainda”, tentou explicar o atacante santista.



A fama também possibilita muitas outras coisas positivas para o atacante. Mesmo com a agenda cheia de compromissos com patrocinadores, além da rotina de treinos e jogos, Neymar encontra espaço para algumas extravagâncias, como assistir a um show de música sertaneja. Mesmo que isso signifique um bate-volta entre São Paulo e Goiânia.

“Fui de jatinho, mas não é meu. Fui a um show que curto muito, que é Gustavo Lima, e como o jogo [com o Corinthians] terminou cedo, tinha como chegar ao show. Acabei indo para lá com minha família e virei até cantor”, completa o atacante, que também levou em sua comitiva à capital goiana alguns amigos.

Essa deve ser a rotina de Neymar por, pelo menos, mais um ano. Na última segunda-feira, mesmo bombardeado por perguntas sobre uma possível transferência para o exterior, o atacante reiterou que irá continuar no Santos até, pelo menos, os Jogos Olímpicos de 2012.

Fonte - www.uol.com.br

terça-feira, 20 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

AUTO DA LIBERDADE - MOSSORÓ / RN - 2011

Direção de João Marcelino.
Fotografia de Luciana Rodrigues.





NOTA DE REPÚDIO À CONDUTA DO ORKUT/GOOGLE

NOTA DE REPÚDIO À CONDUTA DO ORKUT/GOOGLE INC. EM RELAÇÃO A OFENSAS E AMEAÇAS SOFRIDAS POR JEAN WYLLYS E PELO PÚBLICO LGBT



É lamentável a irresponsabilidade da Google Inc., mantenedora do Orkut, em relação aos conteúdos ilícitos e perigosos que muitas vezes são veiculados por meio de sua plataforma.

Em resposta à denúncia feita em 14 de setembro àquela empresa sobre a ilegalidade da comunidade “Morte ao Jean Wyllys” criada no Orkut, o provedor do serviço informou, no dia 15, “que esse conteúdo não viola nenhuma política no Orkut”. Somente no dia 16, à noite, após vários veículos de comunicação noticiarem as ameaças contidas naquela comunidade e após veiculação da reportagem do jornal Estado de São Paulo, é que o conteúdo foi excluído.

Como pode o Orkut afirmar que uma página com tamanho potencial lesivo não viola a sua política? Que tipo de política empresarial é essa?

O conteúdo naquela comunidade materializava oito crimes: incitação ao homicídio do Dep. Fed. Jean Wyllys e de gays e lésbicas (art. 286 c/c art. 121 do CP); incitação à prática de lesões corporais contra Wyllys (art. 286 c/c art. 129, do CP); incitação à tortura contra Wyllys (art. 286 do CP c/c art. 1º da Lei 9.455); ameaça a Wyllys com males injustos e gravíssimos, a saber, lesões corporais, tortura e morte (artigo 147 do Código Penal); incitação ao estupro de lésbicas (art. 286 c/c art. 213 do CP) e injúria contra Jean Wylls, ofendendo sua dignidade e decoro (art. 140 c/c art. 141 inciso II do CP).

Além de representar ofensa grave e séria ameaça à dignidade do indivíduo Jean Wyllys, o teor do site prejudicava a própria instituição parlamentar, já que alguns dos comentários ofensivos eram relacionados à luta do deputado pelos direitos fundamentais dos grupos LGBT, no Congresso Nacional. E, mais que isso, o conteúdo materializava a violência a que gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais, travestis e hermafroditas estão sujeitos todos os dias, violência essa que, no mais das vezes, ultrapassa o limite das palavras para lesionar o corpo e matar.

É inaceitável a absurda omissão inicial da empresa Google Inc., que, sabedora do teor absurdo e danoso que era veiculado por meio dos instrumentos que disponibiliza, somente retira o conteúdo do ar depois de dias. Torna-se, assim, solidária à ilicitude. Afinal, os covardes e preconceituosos abrigam-se no anonimato que o Orkut oferece e têm aí total liberdade para cometer crimes, com a proteção da negligência da empresa. Devido a condutas corporativas como essa, a internet, em vez de apresentar seu potencial democrático de agregar, comunicar e compartilhar, torna-se veículo para violências inaceitáveis.

Gabinete do deputado federal Jean Wyllys

domingo, 18 de setembro de 2011

ROBERTO CARLOS COMO NUNCA TÍNHAMOS VISTO

Roberto Carlos, o Rei, não é homem de falar muito. A celebridade mais famosa do Brasil é também a mais discreta. No máximo, o ouvimos dizer, em seus shows, que "é muita emoção", que "é lindo estar aqui" e por aí vai. No resto do tempo, ele cumpre a sua rotina real, que inclui cruzeiros, idas a missas e shows. Mas não é que o Rei fala?



O Rei saiu do trono na madrugada de hoje. E, em entrevista ao programa do Jô Soares, mostrou que está mais vivo do que nunca. Católico fervoroso, ele disse que é, sim, a favor do casamento gay. "Não importa a vida pessoal, nem a vida sexual, o que importa é ter caráter. Acho que devemos não só apoiar, mas ajudar para que aconteça", declarou, provocando aplausos da plateia e comoção em seus súditos (e quem não é) que assistiam pela TV.

Mais que isso. Também ouvimos Roberto contar que faz escova progressiva (e vamos combinar que não é qualquer macho que declara uma coisa dessas), que passava horas com seu "irmão escolhido" Erasmo Carlos de touca para tentar ter um cabelo como o de Ronnie Von e que gosta tanto de bichos que protege uma lagartixa no apartamento em que vive, no Rio de Janeiro.

Não sabíamos que o Rei, além de cantor em autor de obras primas como "Estrada de Santos" era também um cara engraçado, bom contador de causos. E que sabe, como poucos, rir de si mesmo. Suas histórias sobre seu TOC foram contadas de maneira comovente. É preciso muita majestade para conseguir rir de suas próprias loucuras, coisa que Roberto mostrou que tem de sobra.

A entrevista especial, que só acabou lá pelas três horas da manhã, valeu a noite mal dormida de qualquer telelespectador, apesar de algumas interrupções exageradas de Jô Soares, que, como é de costume, acaba falando mais que o entrevistado, o que pode ser irritante.

Mas não importa. A entrevista (que teve também várias canções cantadas pelo Rei) foi mais legal que qualquer especial de Natal. Não é todo dia que um Rei sai do trono. Mais do que tudo, Roberto provou que está vivo. Mais que nunca. Vida longa ao Rei!

joseanatal.blogspot.com assistiu e ADOROU. Nunca vimos o REI tão à vontade.

http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/ninalemos/976846-roberto-carlos-saiu-do-trono-vida-longa-ao-rei.shtml

CABRA MACHO TEM 50 FILHOS NO NORDESTE

Idoso de 90 anos tem 50 filhos no Rio Grande do Norte; 33 são com mulher, cunhada e sogra



Aparentemente, as sertanejas Francisca Maria da Silva, 89, Maria Francisca da Silva, 69, e Ozelita Francisca da Silva, 58, têm uma vida comum para quem mora no interior do Nordeste, dedicando todo o tempo para cuidar das casas onde vivem. Além do fato de serem mãe e filhas, as três dividem casa, comida e carinho com o mesmo marido há mais de 40 anos.

O agricultor aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90, vive maritalmente com a mulher, com a cunhada e com a sogra no município de Campo Grande (270 km de Natal), e com as três teve nada menos que 33 filhos. Outros 17 vieram do primeiro casamento. Além da meia centena oficial, existem ainda outros três, dos quais ele não tem certeza da paternidade. Mas também não nega.

A filha mais nova de seu Luiz tem 13 anos, o mais velho, 54. A lista de membros da nova família Oliveira é extensa. A primeira mulher do trio, Maria Francisca, é mãe de 17 filhos. Em seguida, no segundo casamento com a irmã da esposa, Ozelita, foram mais 15. Para não perder a oportunidade, ainda fez um filho com a sogra, dona Francisca Maria. “Tempo desses apareceram mais três dizendo que ‘era’ meu, mas não tenho certeza, mas também não vou negar”, disse Oliveira.

Apesar da grande quantidade de filhos, apenas 38 estão vivos, e a maioria mora em Campo Grande. A lista de herdeiros aumenta com o número de netos. São 100 netos e 60 bisnetos.
Três mulheres

Seu Luiz conta que a relação com as três mulheres começou depois que ele ficou viúvo da primeira mulher e “se juntou” com Maria Francisca da Silva, a “Francisca Velha”. “Fiquei com 17 filhos para criar, e a ‘véia’ se prontificou a me ajudar. Logo depois começaram a vir os nossos filhos”, disse, explicando que a cunhada, Ozelita, vinha cuidar da irmã no período de resguardo e também "dava assistência” a ele.

“Não escondo que sempre fui namorador. A melhor coisa do mundo é mulher, e meu divertimento era namorar. Preferi que meus namoros ficassem em casa, e elas se entenderam. Nunca houve uma briga, pois eu lembro muito bem que dava conta de todas, além de trabalhar muito na roça para sustentar todos os meus filhos. Nunca faltou nada para ninguém”, disse.

O homem conta que o início do namoro com a sogra também aconteceu no período de resguardo da mulher e da cunhada. Ele tem apenas um filho com ela. A cunhada e “segunda mulher” de Oliveira, Ozelita, conta que o segredo de dividir o marido é a união da família e o amor por igual que ele tem. “Nunca houve distinção. O jeito conquistador dele conseguiu a paz e a união da nossa família. A gente não tem ciúme porque a gente sabe da dedicação dele por todas nós”, disse, ressaltando que as três Franciscas não aceitariam dividir com mais outra pessoa o amor de Oliveira. “Ia ter briga se ele arrumasse uma amante, com certeza.”
Duas casas

Com uma família maior que a tradicional, seu Luiz conta que vive com a mulher em uma casa e mantém a cunhada e a sogra numa outra próxima. Ele diz que tenta distribuir seu tempo para dar assistência às duas casas.

“Antes eram as três mulheres juntas. Mas como são muitos filhos, meu pai conseguiu comprar uma casa mais nova e deu para a minha tia”, disse Cosme da Silva Costa, 18, um dos filhos.

Fonte - http://noticias.uol.com.br

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

AGORA É CONTAGEM REGRESSIVA



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DONA CANÔ E SEUS 104 ANOS DE VIDA



Claudionor Veloso, a Dona Canô, comemora 104 anos de idade nesta sexta-feira, dia 16 de setembro. O recôncavo baiano está em festa pelo aniversário da matriarca da família Veloso, mãe de Caetano e Maria Bethânia. Porém, toda a cidade festejará mais um ano de vida de Dona Canô.

A festa de comemoração do aniversário desta célebre mulher já é tradição na cidade de Santo Amaro, na Bahia. E os filhos famosos devem participar da festança. A expectativa é de que a filha Nicinha também esteja presente. A programação começa logo cedo, com café da manhã para os familiares e amigos mais próximos da aniversariante.

Mais tarde, às 10 horas, está prevista uma missa, celebrada na Igreja de Santo Amaro da Purificação. E as comemorações continuam. Em seguida, a moradora mais antiga da cidade terá uma festa, porém esta não terá a presença de Dona Canô.

Este ano, ela já esteve duas vezes internada, recuperou-se da falta de ar e das dores abdominais que sentia e dores nas costas. Então, por recomendação médica, a aniversariante ficará de fora da festança. Mas ontem já teve festa na casa dos Veloso, com direito a cantoria e Dona Canô tocando pandeiro.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

EM TEMPOS DE CHIP NO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Precisa ter liberdade, correr, subir em árvores... usar o instinto animal. E comer do melhor que há, inclusive do nosso prato. Ter veterinário, tomar vacinas e ter os seus miados respeitados.



Adeus ao tempo que os animais de estimação eram, de certa maneira, “anônimos”. Hoje, até cachorros e gatos podem ter “RG”. Você achou estranho? E a tecnologia usada faz o tradicional documento de papel parecer item da idade da pedra. Um minúsculo chip implantado sob a pele do cachorro ou gato reúne informações sobre o animal e seu dono, sistema semelhante ao código de barras.



Com um aparelho específico para a leitura do chip, rapidamente, é possível saber as informações sobre o animal e a quem ele pertence. O serviço, que vem conquistando mercado, é oferecido em Bauru e representa mais tranquilidade para os donos em caso de perda dos bichanos. É também uma alternativa para quem vai viajar para o Exterior e tem que provar que o animal está vacinado.



Até os animais do Zoológico Municipal são cadastrados usando o sistema tecnológico, conta a veterinária do parque, Emília Santiago. “Nós usamos os chips de identificação há, pelo menos, sete anos. O chip ajuda a saber quem é quem em meio a tanto animal parecido”, explica a veterinária.

Ela conta que na Europa o chip é tão usado que até estabelecimentos comerciais o adotaram. “Existe um bar em Paris onde os clientes mais assíduos implantam o chip e passam o pulso num leitor para registrar o consumo”, diz Emília.

A veterinária Adriana Cristina Januário explica que o chip, que dura 25 anos e custa em média R $ 50,00 para ser implantado, é utilizado em larga escala por donos de animais de São Paulo. “Os veterinários da Capital já oferecem esse tipo de serviço há, pelos menos, cinco anos. Aqui no Interior, o processo caminha mais lentamente”, diz.



O sistema, ao contrário do que parece, é simples. Segundo Adriama, o chip, confeccionado com uma espécie de vidro que não é prejudicial ao organismo do animal, é menor do que um grão de arroz e não provoca dor na hora do implante. Com uma espécie de seringa, o veterinário injeta o pequeno “RG” sob a pele do bicho.

Para ela, o “RG” traz segurança aos proprietários de animais. “Quando se tem a identificação fica muito mais difícil o dono perder o animal. Ao contrário da coleira, o chip não é facilmente retirado”, comenta. De acordo com ela, já existem centros de controle de zoonoses no Brasil que possuem o aparelho para a leitura das informações contidas no chip. Asssim, quando um animal é apreendido na rua, o órgão tem condições de identificar seu dono.



Outra veterinária da cidade, Denise Melo Moretti, confirma que já conseguiu recuperar o gato de uma cliente graças ao chip. “Certa vez, uma cliente perdeu um gato persa lindo. Tempos depois veio uma outra cliente fazer o tratamento de um animal com as mesmas características daquele que estava desaparecido. Por brincadeira, eu passei o leitor e descobri que aquele era o gato perdido”, afirma.

Ela conta que a maioria dos clientes são criadores e pessoas que viajam ao Exterior e precisam levar os animais, principalmente em exposições.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

13.09.1961: O DIA EM QUE NASCEU CHICO VILLA

Em 13 de setembro de 1961 nascia Francisco Evilailson de Souza, que o teatro transformou em Vila Ilson e depois no Diretor e Ator talentosíssimo Chico Villa. Quarenta e quatro anos depois partiu sem dizer ADEUS. Nesta terça-feira faria 50 anos de vida entre nós. Saudades eternas dos familiares, amigos e fãs. Deus o ilumine sempre.

Abaixo imagem do programa do espetáculo Vai com Deus, do Padre Guimarães, dirigido por Chico Villa durante a década de 90. O Teatro Alberto Maranhão, em Natal / RN, permaneceu lotado durante toda temporada de sucesso.




PAZ E CRESCIMENTO ESPIRITUAL: MUITA LUZ.