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A poesia é liberta, não tem senhores; é sozinha, ao mesmo tempo multidão. Seu canal é o poeta, por onde passa, arrastando veias, fígado, mãos, olhos, coração.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

VOCÊS, OS TOLOS MENINOS

Vocês meninos
parecem autoridades
demarcando as cidades.

No entanto, nada fazem
nada dizem
nem tão pouco são!

Vivem um conto de fadas
e nadam, nadam, nadam
para morrerem na praia
(de Ponta Negra).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CIDA LOBO EM SOLO POTIGUAR

OUTUBRO COMEÇA BEM. CIDA LOBO ABRE OFICIALMENTE O MPBECO, EM NATAL / RN.

DICA PARA O FINAL DE SETEMBRO

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ENTREVISTA COM BÁRBARA HELIODORA

Aos 88, a decana da crítica teatral está em plena forma



RESUMO
Militante na imprensa carioca desde 1957, Barbara Heliodora repassa nesta entrevista a história do teatro brasileiro e aspectos de sua carreira; critica o falso experimentalismo nos palcos brasileiros; faz uma defesa do olhar conservador e denuncia os malefícios do mau teatro para a formação do público.

PAULO WERNECK

BARBARA HELIODORA não é apenas a decana da crítica de teatro brasileira, mas também o símbolo de um rigor que cultivou antipatias no meio teatral carioca.
As palavras duras que dirige às produções que não lhe agradam ("leitura óbvia", "texto confuso e gratuito", "direção agitada" "montagem desastrada") sobressaem em relação aos elogios que volta e meia distribui sem economia.
Ficou carimbada com uma crítica severa e durona. Atuante em jornais e revistas desde 1957, com um intervalo entre 1964 e 1985, escreve cerca de 80 críticas por ano. Especialista em Shakespeare e Nelson Rodrigues, ela recebeu a Folha em sua casa, no bairro carioca do Cosme Velho, um dia depois de fazer 88 anos.



Folha - Como a sra. avalia o teatro brasileiro de hoje?
Barbara Heliodora - Há vários aspectos diferentes. Uma coisa positiva é que estão sendo levados [ao palco] muito mais textos brasileiros, mas é claro que, como é algo recente, ainda há muita coisa ruim. Mas acho que tem que ser, tem que continuar a insistir.
Você pega dois países colonizados, os EUA e o Brasil. Os EUA também tiveram degredados. Tudo o que a gente teve aqui, eles tiveram lá também, mas eles foram colonizados pelos ingleses, que têm uma riqueza teatral imensa. Então, desde a colônia eles recebem uma influência teatral muito forte.
Portugal não tinha tradição teatral para nos legar. Além disso, o tipo de colonização, com as grandes propriedades, as capitanias hereditárias, aquele negócio todo. Não houve uma formação de núcleos urbanos a não ser praticamente no final do século 19. Você não faz teatro se não tem plateia.
A primeira arte cênica que teve plateia no Brasil foi o cinema, que era acessível por ser duplicável. O cinema nos EUA buscou o público que vinha do teatro; conosco, não, o teatro teve de ir catar público no cinema. Não houve essa transição, o que dificultou muito o processo. O pouco teatro que Portugal nos trouxe era francês, traduzido.
Então, você tem na Independência, logo depois, o [dramaturgo e diplomata] Martins Pena [1815-48], que é maravilhoso. E aí volta um período de silêncio. Mais tarde, por volta de 1850 ou 60, há algum teatro. No fim do século, na República, aí sim há um período de intensa atividade cênica, com "As Borboletas", do Arthur Azevedo, entre outros. Depois disso houve surtos de teatro brasileiro, mas sem continuidade.

Que dificuldades isso trouxe?
Isso dificultou a linguagem. O problema dos autores brasileiros era que, até poucas décadas atrás, você aprendia que até podia falar errado, quer dizer, da forma como se fala no Brasil, mas que tinha de escrever da forma correta, como se fala português em Portugal. Hoje em dia não é mais assim, mas isso só desde o Nelson [Rodrigues].
O Nelson foi quem quebrou isso, porque ele é um bom repórter. Vários autores pré-Nelson, na hora em que se sentavam, escreviam o português correto. Esqueciam que o que estavam escrevendo para ser uma linguagem falada. E, quando o ator dizia aquilo no palco, soava falso, porque ninguém falava daquele jeito. Isso prejudicou muito a dramaturgia brasileira. Você não reconhecia o brasileiro em cena. A partir do Nelson, você começa a reconhecer o brasileiro em cena.

E quem fez isso depois do Nelson?
Depois tem, por exemplo, o Silveira Sampaio, que fez pela zona sul [do Rio] o que o Nelson fez pela zona norte. Só que é um autor que ninguém mais monta, a família dele causou muita dificuldade para as montagens. Mas ele fez comédias maravilhosas. A "Trilogia do Herói Grotesco" é sensacional.
Ele tinha um talento fantástico, é pena que seja pouco conhecido. Um pouco depois veio o Millôr, que também domina a cena muito bem, de maneira que houve todo um movimento, mas eu acho que é porque o Brasil estava mudando.
No momento tem muito autor brasileiro que é bom, mas nem tudo pode ser bom, a verdade é essa. Mas tem que insistir para que apareçam autores de fôlego.

Quem a sra. destaca entre os nomes novos da dramaturgia?
Ah, não sei, não quero dizer assim, porque não conheço o bastante. Por exemplo, vejo no jornal de São Paulo autores de quem nunca ouvi falar, porque estão em São Paulo. Aqui tem o [Jô] Bilac, que é bom, tem vários, mas algumas coisas são muito interessantes e outras são mais fracas.

E o que a sra. acha do teatro experimental, de vanguarda?
Às vezes, as pessoas se iludem um pouco, e o que fazem não chega a ser uma experiência válida. Falta um domínio do teatro tradicional. As pessoas experimentam sem conhecer o que veio antes, então fica um pouco falso, apenas ilusoriamente experimental.
Há uma preocupação em ser original que fica superficial. Mas é preciso fazer. Eu sempre digo que o necessário são os conservadores, porque a mudança é fatal. Essa está sempre em dia. Então, para controlar um pouquinho, é preciso que alguém diga, "peraí", "aguenta aí". Mas vai passando o tempo e tudo vai mudando, e a mudança é desejável e inevitável.

A sra. se vê como conservadora?
Eu me vejo mais como neutra. Porque gosto das duas coisas. E acho que é uma ilusão considerar o teatro superado. Aqui é que tem isso, mas nos outros países a gente vê de tudo, tem que fazer uma coisa e outra. Porque o próprio público só vai realmente apreciar uma experiência se souber o que é teatro. Ele tem que já ter visto, para poder comparar uma coisa e outra e pensar: "Ah, mas isso aqui é novo"... Senão não tem referência.

A sra. acha que leva mais gente para o teatro ou faz um alerta sobre aquilo que não vale a pena?
Alguns produtores, diretores etc. já me disseram que a crítica negativa não tira ninguém do teatro. Mas a crítica positiva leva gente. Dizer que a crítica acaba com o espetáculo não é verdade.

A TV tem sido um centro de produção de dramaturgia, tem levado público ao teatro?
Não, acho que não. A televisão não só atrai um público que era do teatro. Há um grande problema para ir ao teatro ou a qualquer lugar. Casal jovem com filho pequeno não tem com quem deixar [o filho], então a televisão é uma distração para quem não tem condições de ir a lugar nenhum. É uma coisa difícil. Antigamente as famílias moravam juntas, sempre tinha uma tia em casa. Mas, hoje, como é muito unitário, não pode sair de casa porque não tem com quem deixar o filhinho pequeno.



A senhora não acredita numa dramaturgia vinda da televisão?
Não. São veículos completamente diferentes. A dramaturgia de telenovela é uma coisa, escrever para o teatro é outra coisa, e cinema é outra coisa. São caminhos diferentes. Agora, os melhores atores de televisão fizeram teatro. A televisão deveria ajudar o teatro porque o ator bem formado no teatro vai ser bom na televisão também.
Uma coisa angustiante é que os cursos de teatro estão atulhados de candidatos que só pensam na TV. Não pensam em fazer carreira no teatro, estão todos pensando em fazer carreira na Globo.

A sra. falou da família de Silveira Sampaio. O diretor Marco Antonio Braz se queixou da família de Nelson Rodrigues, que seria o autor mais caro do mundo.
Ele fala é que eles querem 10%, que é o que todo autor pede, 10% no mundo inteiro.

Ele diz é que a família pede 10% do patrocínio.
Ai, eu não li, porque vi o título [da reportagem] e essas brigas me cansam. Mas o que acho é que o problema do custo do espetáculo, com a legislação e o clima atual, não há mais sobrevivência com bilheteria. Está todo mundo dependendo de ser financiado, só que com esses financiamentos dá para montar e ficar dois meses. Qual espetáculo se paga em dois meses? E o que que nós estamos vendo? Uma enxurrada de monólogos que é uma coisa horrorosa.

O mau teatro afasta o público?
Essa frase não é minha. Gianni Ratto dizia isso. Eu me lembro claramente de uma vez ele me perguntar, eu tinha ido a uma peça e ele disse: "Como é que foi?". Eu digo: "Ah, foi muito fraca". Ele disse: "Isso prejudica todo o teatro". Isso é que é...
As pessoas da classe às vezes não têm noção disso. Uma pessoa que nunca foi ao teatro, o que acontece muito, vai pela primeira e vê uma coisa ruim, faz voto de castidade, nunca mais volta.
É o tal negócio: o mau cinema tem o mito de que custa barato, é quase tanto quanto o teatro hoje em dia, pelo menos a fotografia não está borrada, né, aquela coisa. Então, as pessoas vão ao cinema e voltam na semana seguinte, entram no meio, aquelas coisas.
Se é ruim, a pessoa não volta ao teatro durante muito tempo. Falta consciência. Prefiro um espetáculo que tentou muito, não conseguiu, mas a gente sente que foi sério. O pior são os autocomplacentes, que acham que tiram tudo de letra e fazem peças horríveis.

Como é a senhora se protege da complacência ao escrever?
Complacência é sempre condenável. A gente fala sobre o que viu.

Seu coração nunca amolece?
Não. Dói quando eu vejo um engano de gente que costuma até fazer bem. Procuro estabelecer que, quando vejo uma coisa que está errada, mas que a gente sente que foi bem trabalhada e que os atores estão atuando com responsabilidade, que houve uma direção... Pode ser que estivesse tudo errado, mas, como foi feito com seriedade, é outra coisa.
O que acho horrível é que quando a gente sente que está todo mundo ali, sabe, "eu sou maravilhoso" e tal, o que eu fizer está bom. Isso eu acho horrível.

A crítica pode preservar o trabalho de grandes atrizes, como a Sarah Bernhardt, por exemplo?
Mas quem é que sabe como ela era? Eu, por exemplo, acho que ela devia ser horrível.

Acha mesmo?
Acho. Ela devia ser mais personalidade do que atriz. Porque era a Sarah Bernhardt. Mas eu não sei, a única coisa que ouvi dela gravado é um horror. É um trecho do "Horace" [imita Sarah]. Eu tenho a impressão que ela devia ser uma personalidade muito marcante. Agora, não sei a qualidade dela como atriz. Ninguém sabe.
Ficar famoso é uma coisa, você saber como era é outra bem diferente. Cacilda [Becker] você não sabe como é que era, Cacilda era uma atriz deste tamanhinho, magrinha assim, e com uma vozinha assim [imita], e em "Quem tem Medo de Virginia Woolf" ela dizia que era gorda e todo mundo acreditava, ninguém reclamava que era dito que ela era gorda e na verdade não era. É a capacidade dela de persuasão.

Para haver experiência realmente válida, falta um domínio do teatro tradicional, e as pessoas experimentam sem conhecer o anterior, então fica ilusoriamente experimental

O necessário são os conservadores, porque a mudança é fatal. Essa está sempre em dia. Então, para controlar um pouquinho, é preciso que alguém diga, "peraí", "aguenta aí"

As pessoas da classe às vezes não têm noção disso. Uma pessoa que nunca foi ao teatro vai pela primeira e vê uma coisa ruim, faz voto de castidade, nunca mais volta

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A MORTE FILOSÓFICA, A DOS OUTROS E A MORTE QUE PASSA A SER POSSÍVEL PARA VOCÊ TAMBÉM

Por Flávio Rezende*


A relação da grande maioria dos seres ocidentais com a morte é meio que uma briga de gato com rato. Poucos querem ser fisgados pelas garras da morte pelo fato de não acreditarem muito na reencarnação.



A falta de crença na continuidade da vida em outros planos torna os seres mais egoístas e mais apegados ao corpo, aos prazeres da matéria e, quanto mais esse apego se desenvolve, mais existe receio do fim de tudo chegar.

Apesar de ser ocidental não acredito que o que chamamos de alma, espírito, mente etc., acabe. Enquanto o corpo físico transforma-se em novos elementos, essa parte imaterial, eterna, muda de endereço e, volta a ocupar novo corpo para nova jornada evolutiva.

Os que pensam como eu, tem uma relação mais tranqüila com a morte e costuma dizer que, chegando à hora, vai se entregar facilmente ao veredicto ou ao acontecimento.

Geralmente todos dizem isso pelo fato da morte estar distante, ser uma coisa mais filosófica, literária e, que, geralmente, acontece mais com os outros.

Quando a morte passa a ser uma realidade, a história muda e, até Chico Xavier, na iminência de um acidente aéreo, tremeu nas bases diante dos demais passageiros.

Nos meus 50 anos de existência já vi avião tremular, tive um grave acidente de carro onde fui até anunciado como morto numa emissora de rádio, carregando até hoje graves seqüelas como um pé menor que o outro, mais fino e dores praticamente diárias deste evento.

A morte também rondou minha vida diante de assaltos a mão armada, queda de moto, mas, em todos os momentos, as coisas são tão rápidas que não dão tempo para a mente processar a informação, o corpo, diante do perigo, trata primeiro de se defender, então quando tudo passa e você percebe que não morreu aquele medão do desencarne já deu tchau.

Pois bem, estou escrevendo tudo isso para narrar que venho passando por momentos de expectativa e, que, diante de um exame rotineiro de saúde, passei a sentir estranhas sensações de um possível fim, inevitável diante de alguns exames feitos.

Os leitores, amigos e todos que me conhecem, sabem que sou positivo e, geralmente, só vejo o lado bom das coisas. Continuo assim, mas, quando recebemos a informação que temos nódulos na próstata e somos encaminhados para uma biópsia que vai enfim esclarecer a natureza do corpo estranho, você começa a pensar em várias coisas, é difícil não incluir pensamentos que também incorporam a possibilidade do nódulo ser maligno e de que no fim a coisa vai lhe derrubar. É humano e coerente pensar em todas as possibilidades.

Diante deste pensar, você começa a perceber as coisas por este ângulo também. Por exemplo, sempre vi a logomarca da Liga Contra o Câncer como jornalista ou pela via de ajudar como pessoa que gosta de colaborar com entidades que precisam do apoio dos outros. Agora, estando numa unidade da Liga para fazer um exame, comecei a ver pelo lado do usuário. Uma sensação diferente ocorreu.

Quando olhamos nossos filhos, ainda pequenos, esposa, familiares, amigos, não conseguimos deixar de pensar que o desencarne, representa o não acompanhamento no plano material, daquelas vidas e, sempre gostamos de saber como nossos filhos e pessoas próximas vão estar mais à frente.

Claro que não fico pensando nisso o tempo todo, sabemos dos avanços da medicina, da precocidade da descoberta, de muitas coisas que apontam no sentido de que vai terminar tudo bem, mas, não devo ser ingênuo de excluir totalmente o lado radicalmente negativo, pois, recentemente perdi duas grandes amigas mais jovens que eu, quando todos pensavam que no fim ia dar certo. Não deu para nenhuma das duas.

“No passado César, o imperador romano ao atravessar o Rio Rubicão e lutar pela manutenção dos seus poderes de pro cônsul, teria dito: “Alea jacta est” ("a sorte está lançada").

Aqui faço o mesmo e, com ajuda dos amigos queridos fico na torcida para que a biópsia revele um nódulo do bem. Caso não seja, que possa ser vencido. Caso não seja, que demore a me vencer. Caso vença, terei, acredito eu, feito ao menos algumas coisas que valeram e, na próxima, volto com o espírito cheio de boa vontade, para por aqui, continuar gostando de amar a todos e de servir a todos.

* É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

O JARDIM PRIMAVERA DE MAURA ROSÂNGELA


BORBOLETAS

Minha vida
estação de trem
vai / vem, sempre.
Voltam.
Outras, adeus.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

HOJE É DIA DE COSME E DAMIÃO

São Cosme e São Damião, os santos gêmeos, morreram em cerca de 300 d.C. Sua festa é celebrada em 27 de setembro. Somente a igreja Católica comemora no dia 26 de setembro pois, segundo o calendário católico, o dia 27 de setembro é o dia de São Vicente de Paulo.



Há relatos que atestam serem originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Diziam "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder".

Exerciam a medicina na Síria, em Egéia e na Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.

Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma exata como morreram. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma.

Foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e Damião.

Semelhanças com a Mitologia Grega

Na mitologia grega, há muito se cultuava esses santos, havendo registros, desde o século V, quando esse culto já estava estabilizado no Mediterrâneo, de cultos que relatam a existência, em seus cultos, de um óleo santo, atribuído a Cosme e Damião, e que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.

Alguns grupos concentram seus esforços para demonstrar que Cosme e Damião não existiram de fato, que eram apenas a versão cristã da lenda dos filhos gêmeos de Zeus, Castor e Pólux. Esta versão é combatida por aqueles que acreditam na real existência dos irmãos, embora a superstição que o povo tem muitas vezes faça supor que haja uma adaptação do costume pagão.

Relação com as religiões afro-brasileiras



O dia de São Cosme e Damião é celebrado também pelo Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste, Xambá e pelos centros de Umbanda onde são associados aos ibejis, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa "o enfeitado" e Damião, "o popular".

Estas religiões os celebram no dia 27 de setembro, enfeitando seus templos com bandeirolas e alegres desenhos, tendo-se o costume, principalmente no Rio de Janeiro, de dar às crianças que lotam as ruas em busca dos agrados doces e brinquedos. Na Bahia, as pessoas comemoram oferendo caruru, vatapá, doces e pipoca para a vizinhança.